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quinta-feira, 30 junho, 2022

RJ: Rocinha tem 35 casos de Covid-19; ‘próximos dias serão bem difíceis’, diz morador

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Foto: Mariana Oliveira

Número de infectados com novo coronavírus (Sars-CoV-2) aumentou de 6 para 35 em 5 dias, segundo Secretaria Municipal de Saúde. Moradores estudam centro de tratamento de Covid-19 na comunidade.

“Os próximos dias serão bem difíceis para as favelas”. Essa é a previsão do assistente social Leandro Castro, morador da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A preocupação dele se reflete em dados. Em cinco dias, o número de pessoas diagnosticados com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) aumentou de 6 para 35. Até a manhã desta quarta (15), três pessoas tinham morrido na comunidade em consequência da doença.

De acordo com dados da secretaria municipal de Saúde do Rio, a Rocinha contabilizava nesta quarta-feira (14) 35 casos de pessoas infectadas. São 29 a mais do que os 6 registrados na quinta (9). A escalada dos números representa um aumento de 483% no número de infectados em menos de uma semana.

A favela da Rocinha, localizada em São Conrado, na Zona Sul do Rio, tem 69,1 mil habitantes. A comunidade teve seu primeiro registro de ocupação em 1938, segundo moradores e líderes comunitários. As informações sobre a Rocinha foram adquiridas através do Instituto Pereira Passos (IPP), que tem como base os dados do último Censo do IBGE (2010).

  • Local: Zona Sul do Rio
  • População: 69.156 habitantes
  • Idade: 82 anos

Leandro Castro contou ainda ao G1 que as unidades de saúde do bairro não fazem testes para Covid-19. Por esse motivo, um coletivo social da Rocinha estuda a possibilidade de cobrar das autoridades um centro de diagnóstico e tratamento.

“Fica muito frágil quando você tem somente essas unidades para atendimento e não um espaço específico para casos suspeitos. (…) Acredito que um espaço, dada a proporção da Rocinha com a questão do adensamento populacional e todas as questões geográfica e territorial, um polo de atendimento no contexto da favela é algo urgente”, afirmou Leandro.

“A Rocinha, neste momento, é a favela com o maior número de casos confirmados. A gente tem espaço para fazer isso, como no centro esportivo, quadra de escola de samba. Sem dúvidas, isso seria uma medida concreta que faria a gente seguir nessa luta de combate da Covid-19 na favela”, completou.

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