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segunda-feira, 6 dezembro, 2021

Gordura no fígado e obesidade: Entenda a relação

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A esteatose hepática é uma doença mais comum do que se imagina. Conhecida popularmente como “gordura no fígado”, ela ocorre quando o órgão é preenchido por gordura de forma excessiva. A estimativa é que 30% da população apresente o problema.

Segundo o Dr. Paulo Lessa, especialista em manutenção da homeostase, “é um distúrbio que vem se tornando cada vez mais conhecido, que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos, as células do fígado”, explica.

Essa maior incidência se deve ao fato dos médicos solicitarem ultrassonografias de abdômen e detectarem a condição. Outra razão que explica sua frequência é o aumento dos casos de obesidade, especialmente no Brasil.

“Por mais que a maioria das pessoas associe a doença ao abuso no consumo de álcool, ela também aparece por conta do excesso de peso, assim como o uso de certos medicamentos e doenças como as hepatites virais”, aponta.

Ter gordura no fígado é absolutamente comum, mas, se a quantidade passa dos 5%, é o momento para se preocupar, pois o órgão torna-se volumoso e pesado. “O fígado é uma glândula que possui diversas funções, como desintoxicar o organismo, sintetizar proteínas e armazenar glicose, o açúcar do sangue.

O órgão ainda produz a bile, um composto que ajuda no processo de eliminação de toxinas e na digestão dos lipídios. Assim, a presença de um pouco de gordura no fígado é normal. Mas a situação começa a se complicar quando esse acúmulo está acima do esperado”, ressalta.

Quando a esteatose está em níveis mais leves, são raros os sintomas. No entanto, os intermediários e avançados já dão sinais do seu aparecimento.“Entre eles, estão cansaço, fraqueza, perda de apetite, inchaço, dor de barriga e dor de cabeça constantes, hemorragia, fezes sem cor, pele e olhos amarelados, alterações no sono e confusão mental”, lista Lessa.

Se não for tratada corretamente, a doença é capaz de evoluir para hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado, que gera insuficiência no órgão.

“Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como também adquire um aspecto amarelado, sendo que, normalmente, sua coloração é marrom-avermelhada. Em algumas situações, torna-se necessário fazer um transplante”, alerta o doutor.

“O paciente pode apresentar alterações em exames de sangue, já que a esteatose é a causa mais comum de elevação das enzimas do fígado em exames de rotina. Além disso, o aumento do fígado pode ser detectado no exame físico ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética.

Há casos em que a confirmação do diagnóstico depende de biópsia. Entre todos, porém, o exame mais importante é a elastografia transitória, que mede a elasticidade do tecido hepático e a quantidade de gordura acumulada no fígado”, descreve.

Já o tratamento para o transtorno é composto por três pilares: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.

“É fundamental eliminar do cardápio todo consumo de açúcar, farinha branca e gordura ruins e coma vegetais, grãos, castanhas e carnes magras. Também não se esqueça de praticar atividade física. Essa é a melhor forma de ficar livre da doença e garantir a sua saúde”, recomenda.

Para manter a saúde em dia, é fundamental fazer consultas regulares ao seu médico de confiança, principalmente após os 40 anos. “Procure um profissional que entenda do assunto e que tenha uma equipe multidisciplinar para te ajudar da melhor forma possível”,

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