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segunda-feira, 6 dezembro, 2021

Uso de coletes vira tendência entre ministros de Bolsonaro, que tentam passar mensagem; Entenda

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BRASÍLIA — A última tendência de moda na Esplanada dos Ministérios é o uso de coletes. Nas cores bege, cáqui ou azul, a peça, que se sobrepõe à camisa, leva no peito o nome do ministro e da pasta que ele comanda. A escolha do “uniforme” não é por caso: especialistas em imagem ressaltam que o item transmite a noção de trabalho, colaborando para a ideia que os integrantes da equipe de Jair Bolsonaro pretendem transmitir.

Nos modelos, há pequenas variações, como o tipo sanguíneo, a bandeira do Brasil ou brasão da República. A indumentária já foi utilizada por pelo menos 12 integrantes do primeiro escalão em viagens ou agendas externas ao lado de Bolsonaro.

O look é adotado por outros auxiliares, casos do presidente da Caixa, Pedro Guimarães; do secretário especial de Pesca, Jorge Seif; e do secretário de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia. O trio se destaca tanto por ser formado pelos mais entusiasmados aduladores do chefe, quanto por aspirar postos ministeriais.

Para Olga Curado, consultora de imagem para políticos e empresários, a peça que remete aos uniformes profissionais e tem papel na construção da narrativa política:

— O colete é praticamente um uniforme de campanha. Ele protege o tórax, identifica e deixa os braços soltos, o que indica que quem o veste está pronto para trabalhar — avalia a especialista. — Quando os ministros fazem aparições públicas com esses coletes, eles querem emitir a mensagem de que participam de um grupo, mas também serem identificados, tanto que os coletes trazem os nomes e os cargos que ocupam. Como eles não têm visibilidade individual, precisam criar um uniforme.

No ano passado, o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, passou a usar o colete do Sistema Único de Saúde (SUS) nas entrevistas diárias que dava no início da pandemia. Na mesma época, Bolsonaro chegou a utilizar uma peça semelhante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) durante visita à construção de um hospital de campanha. O então ministro da Defesa, Fernando Azevedo, também adotou o uniforme.

Mais recentemente, utilizaram diferentes tipos da peça os ministros Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Marcelo Queiroga (Saúde), Anderson Torres (Justiça), Fábio Faria (Comunicações) Ciro Nogueira (Casa Civil), João Roma (Cidadania), Onyx Lorenzoni (Trabalho), Gilson Machado (Turismo), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Olga Curado destaca que o uso da vestimenta já marca uma posição para 2022:

— Já que não podem falar que estão em campanha ou o partido a que são filiados, mostram que pertencem ao grupo do presidente. Ou seja, já estão fazendo uma comunicação. Do mesmo modo que houve a apropriação de símbolos nacionais para mostrar quem está a favor e quem está contra alguém. Quando todos usam coletes caqui, praticamente estão criando um uniforme de campanha.

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