24.5 C
Santo Antônio de Jesus
segunda-feira, 15 agosto, 2022

Alunas do Colégio Estadual de Milagres denunciam assédio físico e verbal sofridos; Assista

Relacionados

 

As alunas Mariana Queiroz e Cassiele Gomes, do Colégio Estadual de Milagres, na cidade de Milagres (BA), notificaram que os episódios de assédio são frequentes no ambiente, ocorrendo desde o início do ano letivo. Expõem a negligência da Secretaria Escolar, que diante das denúncias garantiu medidas resolutivas, mas manteve-se inerte diante dos casos de abuso que partem de outro aluno do colégio, o qual a direção justifica tais ações com possível quadro de problemas psiquiátricos atestado pelo médico, desta forma, minimizando e invalidando as violências ocorridas.

Nesse cenário de desproteção e descuido, mais um episódio de assédio aconteceu na última quinta-feira (4), sendo o estopim para que houvesse a manifestação de discentes como pedido de socorro e justiça aos órgãos públicos e a própria direção. Mariana Queiroz em sua fala no protesto: “Dia 11 nós comemoramos o dia do estudante, e como ser estudante com medo? Como entrar em uma sala onde eu tenho medo de estudar porque eu tenho medo de ser assediada? O meu corpo e o nosso corpo não são públicos, o nosso corpo exige respeito! E para isso precisamos ser respeitadas e respeitados no âmbito escolar”.

A aluna ainda se prontificou para acolher mais relatos, e os encaminhou ao site (alerta de gatilho):
Relato 1: “Ele me agarrou a força e me chamou de gostosa. Disse que não ia sossegar até beijar a minha boca. Todas as vezes que passo com minha amigas ele grita: “Delícia, só tem gostosa aqui.” / Relato 2: “Ele me puxou, me agarrou por trás e me deu um beijo à força. Depois disso sempre que passo agarra meu braço.” / Relato 3: “Ele começou a me perseguir na escola com gestos obscenos e agora me persegue até na academia.” / Relato 4: “Em vários momentos ele entra na sala com as calças abertas e de óculos escuros para olhar as meninas. Ontem me disse barbares ao afirmar que estava pronto para me dar carinho. Chama meu nome a todo momento e me persegue no caminho de casa, tenho medo de vir para a escola.” / Relato 5: “Me sinto ameaçada por ele todos os dias, e ontem quando ele tentou agarrar meu peito senti meu corpo como objeto público, o que não pode ocorrer.” / Relato 6: “Ele disse que queria me pegar me chamou de p***.”
Dentre outros relatos, as alunas descreveram a violência e o pavor sofrido, além da segurança do aluno em cometer tais abusos. Nessa luta, elas esperam que ao início da próxima semana tudo esteja devidamente resolvido.

 

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

spot_img

+ Notícias

Governado da bahia anuncia novo concurso para professor e coordenador pedagógico com vagas para SAJ

Rui Costa (PT) usou as redes sociais para anunciar novo concurso para a Secretaria da Educação (SEC), com a...